REcine – Festival Internacional de Cinema de Arquivo 2020 – segue até dia 27 de agosto online

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VINHETA

PROGRAMAÇÃO:

21 DE AGOSTO – SEXTA

00:01 até 23:59 – CURTA NO VERTENTES: SESSÃO DOBRADINHA (assista ao filme durante 24 horas no site vertentesdocinema.com)

O BRADO RETUMBANTE (Brasil, 2016, 25 minutos, SE, de Fábio Rogério e Marcelo Ikeda). A partir de uma montagem da propaganda política obrigatória para a eleição presidencial de 2014, o filme apresenta um debate dos rumos políticos do país através de uma reflexão sobre os discursos dos principais candidatos e sobre o papel da imagem na construção desses discursos.

IMPÁVIDO COLOSSO (Brasil, 2018, 15 minutos, de Fábio Rogério e Marcelo Ikeda). A partir de uma montagem da propaganda política obrigatória para a eleição presidencial de 1989, “Impávido Colosso” apresenta um debate da política no país por meio de uma reflexão sobre os discursos dos principais candidatos.

16h – SESSÃO HOMENAGEM – EMÍLIA SILVEIRA 3 (página RECINE no Facebook)

SETENTA (Brasil, 2013, 96 minutos, de Emília Silveira). 1970, ditadura militar. Um grupo de 70 presos políticos, membros das mais diversas organizações, é enviado ao Chile como exigência para a libertação do embaixador suíço Giovanni Enrico Bucher por parte de seus seqüestradores. 40 anos depois, entrevistas com parte dos ex-presos retratam sua identidade, sua visão acerca da política naquela época e seus projetos para o futuro.

18h – LIVE sobre O BRADO RETUMBANTE e IMPÁVIDO COLOSSO com os diretores FÁBIO ROGÉRIO e MARCELO IKEDA,  no YOUTUBE do VERTENTES DO CINEMA

19h – SESSÃO CENTENÁRIO DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO (página RECINE no Facebook)

RECIFE/SEVILHA, JOÃO CABRAL DE MELO NETO (Brasil, 2003, 55 minutos, de Bebeto Abrantes). Duas únicas cidades que cortejadas configuram um universo onde cabem muitas referências da vasta produção de João Cabral. Recife/Sevilha entra nestas cidades, tendo como guia os poemas, depoimentos e casos narrados de viva voz e de letra impressa pelo poeta, e, assim, dar a ver o homem João Cabral de Melo Neto. Fotografado por Batman Zavareze.

22 DE AGOSTO – SÁBADO

00:01 até 23:59 – CURTA NO VERTENTES (assista ao filme durante 24 horas no site vertentesdocinema.com)

SESSÃO CENTENÁRIO: 3X JOÃO CABRAL DE MELO NETO (Brasil, 2020, 45 minutos, de Bebeto Abrantes). ESTREIA. Inédito.Três segmentos especiais sobre o poeta João Cabral de Melo Neto. Na primeira parte uma entrevista com João Cabral, na segunda uma conversa com sua filha Inês Cabral de Melo e o último, imagens de arquivo familiar).

16H – SESSÃO HOMENAGEM – EMILIA SILVEIRA 4 (página RECINE no Facebook)

TENTE ENTENDER O QUE TENTO DIZER (Brasil, 2019, 79 minutos, de Emilia Silveira). O documentário retrata o poder da coletividade e do ativismo que transforma pessoas e realidades marcadas pelas barreiras impostas pelo HIV. Contrapondo a desinformação gerada por aqueles que não compreendem o impacto da doença, esta obra retrata seis personagens soropositivos em diferentes contextos sociais, profissões, orientações sexuais e religiosas.

18h – LIVE sobre 3X JOÃO CABRAL DE MELO NETO, com o diretor BEBETO ABRANTES, no YOUTUBE do VERTENTES DO CINEMA

19H – SESSÃO ARQUIVOS CALIGRÁFICOS DE SYLVIO LANNA: Curtas-Metragens (página RECINE no Facebook)

FAROFINA – UM FILME A SER FEITO (Brasil, 2020, 10 minutos, de Sylvio Lanna). ESTREIA. Com imagens captadas pelo próprio Sylvio em uma travessia pela África nos anos 70, o filme é uma semente para o próximo longa do diretor que está por vir.

UM CINEMA CALIGRÁFICO (Brasil, 2019, 6 minutos, de Sylvio Lanna). Sylvio Lanna, que é um diretor  mineiro, assina o roteiro e também a direção do curta-metragem “O cinema caligráfico”, de 2019. A película conta com a narração de Otavio Terceiro e a produção executiva de Cavi Borges. Seguindo na contramão da cultura, expondo verdades como bandeiras desfraldadas, o diretor mineiro tenta nos apontar uma direção, liderada pelo “lado B”  que reside dentro de cada um. Sim, porque todos possuem um lado alternativo, diferenciado, experimental, ainda que latente.

IN MEMORIAM – O ROTEIRO DO GRAVADOR (Brasil, 2019, 21 minutos, de Sylvio Lanna). As memórias da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. É uma denúncia nada sutil sobre a morte de tudo, inclusive dos valores culturais. A sociedade parece não resistir ao novo e essa inevitabilidade castiga o que ficou para trás, relegando à poeira do tempo.

MALANDRO, TERMO CIVILIZADO (OU MALANDRANDO) (Brasil, 1986, 25 minutos, de Sylvio Lanna). Um filme quase inédito. Um filme-poesia, um documento ficcional-musical em direção aos recônditos da alma carioca e nacional. Protagonizado por Wilson Grey com o Ás de Copas, um malandro coringa-cupido de uma estória de amor infinito, o amor que gerou o samba.

TRAVELLING ADIANTE (Brasil, 2019, 10 minutos, de Lucio Branco). O movimento é uma constante na trajetória do cineasta Sylvio Lanna, o qual não se descola da sua visão sobre a vida e o cinema – moldada, em grande medida, pelo roteiro das suas andanças pelo mundo. Para ele, viver e fazer cinema é não ficar parado. Travelling adiante é uma tentativa de breve mirada de longo alcance da sua trajetória audiovisual e humana, sem perder o foco sobre a coerência da figura do realizador de ontem e de hoje.

Clara Estrela

23 DE AGOSTO – DOMINGO

00:01 até 23:59 – CURTA NO VERTENTES (assista ao filme durante 24 horas no site vertentesdocinema.com)

SUA MAJESTADE, O DELEGADO! (Brasil, 2007, 14 minutos, de Clementino Junior). É o Rei, é o Rei que vem da Estação Primeira; Traz no leque a bailar a nossa porta-bandeira. Nota 10! Defendendo as nossas cores; Verde, Rosa tá no sangue, tá na veia; És Delegado com louvores; Mestre-sala da nossa Mangueira.

16h – SESSÃO HOMENAGEM – SUSANNA LIRA 1 (página RECINE no Facebook)

CLARA ESTRELA (Brasil, Brasil, 72 minutos, de Rodrigo Alzuguir e Susanna Lira). O filme narra em primeira pessoa a trajetória da cantora Clara Nunes, que conquistou o Brasil e vários países do mundo. Além do trabalho de pesquisa audiovisual, o filme traz depoimentos de mídia na narração da atriz Dira Paes, revelando um pouco mais dessa personagem que, mesmo passados mais de 30 anos de sua morte, permanece em lugar de destaque na história da música popular brasileira.

18h – LIVE sobre SUA MAJESTADE, O DELEGADO!, no YOUTUBE do VERTENTES DO CINEMA

19h – SESSÃO BELAIR (página RECINE no Facebook)

BELAIR (Brasil, 2011, 81 minutos, de Bruno Safadi e Noa Bressane). Em 1970, dois jovens cineastas brasileiros, Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, fundaram a Belair Filmes e realizaram sete filmes entre fevereiro e maio do mesmo ano, entre eles A Família do Barulho, Copacabana, Mon Amour e A Miss e o Dinossauro. Esta é a história da produtora.

24 DE AGOSTO – SEGUNDA

00:01 até 23:59 – CURTA NO VERTENTES (assista ao filme durante 24 horas no site vertentesdocinema.com)

A MISS E O DINOSSAURO (Brasil, 2005, 18 minutos, de Helena Ignez). Filme que permaneceu, por muito tempo, raro e quase secreto a respeito da Belair, produtora que tinha como sócios Rogério Sganzerla, Julio Bressane e Helena Ignez. O cotidiano da produtora é resgatado com imagens raras de arquivo. Uma viagem no tempo, não só para um momento particular do cinema brasileiro, mas da vida, da juventude no mundo, os anos setenta.

16h – SESSÃO HOMENAGEM – SUSANNA LIRA 2 (página RECINE no Facebook)

MUSSUM, UM FILME DO CACILDIS (Brasil, 2018, 75 minutos, de Susana Lira). A trajetória do humorista e sambista Antônio Carlos Bernado Gomes, o “Mussum”, é contada de diferentes ângulos. São reveladas facetas mais sérias da figura que foi eternizada no imaginário popular brasileiro por sua participação no programa “Os Trapalhões”. Por trás de sua persona humorística e debochada, Antônio Carlos mantinha uma rotina de responsabilidades com sua família, projetos e compromissos.

18h – LIVE sobre A MISS E O DINOSSAURO no YOUTUBE do VERTENTES DO CINEMA

19h – SESSÃO GERAL DO BRASIL (página RECINE no Facebook)

GERALDINOS (Brasil, 2015, 75 minutos, de Pedro Asbeg e Renato Martins). O fim da Geral do Maracanã não é apenas mais uma derrota de um futebol que já não existe mais. É também o reflexo do processo de elitização e exclusão que o Rio de Janeiro vive hoje.

21h – SESSÃO PRORROGAÇÃO LUCIO BRANCO (página RECINE no Facebook)

BARBA, CABELO & BIGODE (Brasil, 2016, 125 minutos, de Lucio Branco). Afonsinho, Paulo Cézar Caju e Nei Conceição iniciaram as suas carreiras num momento de forte repressão política no país. Sob o projeto desenhado pela ditadura civil-militar para o futebol, a rotina dos clubes passou a ser regida pelos mesmos códigos que já vinham condenando a sociedade civil ao arbítrio. Originalmente companheiros de uma consagrada geração de craques do Botafogo, Afonsinho, Caju e Nei nunca abriram mão da liberdade, enfrentando a imposição das cartilhas de comportamento nos clubes, a lei do passe, o regime de concentração, o controle sobre as condutas extracampo etc. Desde o período militar, os três praticam conscientemente a desobediência civil.

NC5 CONTRA A LEI DO IMPEDIMENTO (Brasil, 2019, 24 minutos, de Lucio Branco). NC5 contra a lei do impedimento é um solilóquio em curta-metragem que traz o craque Nei Conceição enfileirando aforismos nos quais abundam o trocadilho certeiro, a sacação ímpar e a nítida clarividência, a comprovar que seu Gênio transcende as quatro linhas. Sob o mote da resistência ao offside, símbolo oposto à sua concepção de futebol e de vida, Nei conclui com o único truísmo que importa: “O segredo é meter bronca!”.

25 DE AGOSTO – TERÇA

00:01 até 23:59 – CURTA NO VERTENTES (assista ao filme durante 24 horas no site vertentesdocinema.com)

RÁDIO LIVRE! (Brasil, 2014, 15 minutos, de Flávio José e Thuan Mozart). Documentário realizado pelos alunos do Cinema Nosso no ano de 2014 sob orientação do professor Felipe Cataldo.

16h – SESSÃO HOMENAGEM – SUSANNA LIRA 3 (página RECINE no Facebook)

DAMAS DO SAMBA (Brasil, 2013, 75 minutos, de Susanna Lira). Desde que o samba surgiu no Rio de Janeiro, a presença feminina foi fundamental para a sua criação, manutenção e perpetuação até os dias de hoje. Musas, pastoras, tias, compositoras, passistas, madrinhas, carnavalescas, mulatas, intérpretes e até mesmo como operárias, elas formam um painel de cores, sentimentos e sons na representação desta cultura. Este filme faz um breve passeio pela história de algumas dessas mulheres, reverenciando e reconhecendo a sua força e a contribuição para a construção deste enredo.

18h – LIVE sobre RÁDIO LIVRE! no YOUTUBE do VERTENTES DO CINEMA

19h – SESSÂO CURTAS RECINE 2020: Curtas-Metragens (página RECINE no Facebook)

CAMELÔS (Brasil, 2019, 19 minutos, de Milena Malfredini). Um percurso sensorial na cidade do Rio de Janeiro tendo os camelôs e artistas de rua como personagens dessa cartografia urbana na qual passado e tempo presente se atravessam.

ABRIGO NUCLEAR (Brasil, 2020, 3 minutos, de Christian Caselli). “Pense no futuro / o mundo pode acabar! Não se sinta inseguro / com medo da hora H”…Fatídica canção de 1985 da banda paulistana Premeditando o Breque ganha finalmente imagens e novos ares no contexto de 2020.

GRIOT (Brasil, 2019, 36 minutos, de Pedro Dantas). Griot: Narrador de histórias, que o faz como um poeta. Expressão viva da cultura popular. Também deve ter a habilidade de improvisar sobre acontecimentos atuais. Tradição afro herdada pela cultura afro-brasileira. Este ensaio audiovisual se estrutura a partir da oralidade, gravada com poetas de São Paulo, Rio deJaneiro e Pernambuco, os quais expressam resistência, sabedoria e crítica frente a episódios da história contemporânea do Brasil.

GUARANY – EU SOU O MENINO DO CINEMA PARADISO (Brasil, 2019, 16 minutos, de Aline Castella). A história de Jacy Guarany pelas lentes de memória de seu filho Gilberto. De mecânico de aviões a dono de produtora. De Professor de Física a DJ. Arte e tecnologia imbricadas na vida dos nossos personagens, costurando laços profundos na formação da cultura petropolitana e fluminense.

26 DE AGOSTO – QUARTA

00:01 até 23:59 – CURTA NO VERTENTES (assista ao filme durante 24 horas no site vertentesdocinema.com)

AMNESTIA (Brasil, 2018, 15 minutos, de Susanna Lira). Uma remontagem sensível dos pedidos de desculpas emitidos pelas Caravanas da Anistia a todos que tiveram suas vidas afetadas pela ditadura civil-militar no país. A obra utiliza apenas material de arquivo e é narrada por Paulo Abrão, ex-Secretário Nacional de Justiça.

16h – SESSÃO HOMENAGEM – SUSANNA LIRA 4 (página RECINE no Facebook)

CÂMERA CLOSE (Brasil, 2005, 50 minutos, de Susanna Lira). Documentário sobre o lendário personagem do humor brasileiro Zé Bonitinho e seu intérprete Jorge Loredo. “Câmera Close!” é uma referência a uma fala constante do conquistador, buscando ser sempre o centro das atenções, o foco das câmeras, não admitindo um enquadramento mais aberto que o close-up.

18h – LIVE sobre AMNESTIA, com a documentarista e homenageada SUSANNA LIRA, no YOUTUBE do VERTENTES DO CINEMA

19h – SESSÃO BRASIL ESPECIAL (página RECINE no Facebook)

DEMOCRACIA EM PRETO EM BRANCO (Brasil, 2014, 90 minutos, Pedro Asbeg). O filme retrata um momento único da história do País: como a Democracia Corinthiana – movimento revolucionário futebolístico do início da década de 80 -, o nascimento das bandas de rock brasileiras e a campanha das “Diretas Já” estiveram diretamente ligadas entre si na busca por um Brasil mais livre e democrático.

27 DE AGOSTO – QUINTA

00:01 até 23:59 – CURTA NO VERTENTES (assista ao filme durante 24 horas no site vertentesdocinema.com)

À MARGEM (Brasil, 2006, 11 minutos, de Cavi Borges). Documentário sobre o movimento Cinema de Invenção / Marginal.

16h – SESSÂO ESPECIAL 80 ANOS ANTONIO FONTOURA (página RECINE no Facebook)

COPACABANA ME ENGANA (Versão Restaurada, Brasil, 1968, 93 minutos, de Antonio Carlos da Fontoura). Marquinhos (Carlo Mossy) ainda mora com os pais e vive saindo com os amigos para festas e mais festas. Certo dia, ele conhece Irene (Odete Lara) e se apaixona. Apesar de a moça ser comprometida, os dois dão continuidade ao romance e se tornam amantes. No entanto, Alceu (Paulo Gracindo), o cinquentão que vive com Irene, não vai deixar isso barato.

18h – LIVE sobre À MARGEM, com o diretor e curador CAVI BORGES, no YOUTUBE do VERTENTES DO CINEMA

19h – SESSÂO ENCERRAMENTO (página RECINE no Facebook)

SESSÂO ESPECIAL 80 ANOS – FONTOURA / ROBERTO MAGALHÃES. Quando o cinema encontra as artes plásticas. Exibições de curtas dirigidos por Antonio Fontoura sobre seu amigo Roberto Magalhães

VER OUVIR (Brasil, 1966, 20 minutos, de Antonio Fontoura). A pintura fala através do trabalho de três jovens artistas, Roberto Magalhães, Antonio Dias e Rubens Gerchman, simplesmente devastadores na visualidade com que, em seus trabalhos, transmutam a cacofonia da cidade contemporânea.

VER OUVIR ROBERTO MAGALHÃES (Brasil, 2020, 26 minutos, de Antonio Fontoura). ESTREIA. 54 anos depois do primeiro filme, Antonio Fontoura volta a filmar seu amigo e artista plástico Roberto Magalhães em seu sitio onde vive e produz sua arte.

20h –  CONVERSA sobre a SESSÃO ENCERRAMENTO (página RECINE no Facebook)

Após a sessão especial VER OUVIR, o crítico de cinema CARLOS ALBERTO MATTOS conversará sobre os filmes com o realizador Antonio Fontoura e o homenageado artista visual Roberto Magalhães.